Quem nunca teve problemas com marcadores de páginas?
Eu já tive vários. O problema mais recente foi quando usei meu cartão de crédito como marcado de página de um livro que lia. Quando foi necessário usar o cartão no caixa eletrônico, pensei ter sido roubado. Cabeça de vento que sou, esqueci completamente da nova função que designei ao meu cartão.
Fui às pressas numa agência de meu banco anunciar o comunicado: fui roubado há pouco tempo, levaram meu cartão de crédito! Em poucos minutos o cartão estava bloqueado. Em pouco tempo eu voltaria à leitura. E quando abri o livro lá estava o bendito, guardando a página como fora ordenado.
Hoje eu coleciono marcadores de páginas. Outro dia, andando pela rede, encontrei uma ideia interessantíssima do designer de produto francês Oscar Lhermitte. Espiem só!
Minhas experiências com e-books ainda estão engatinhando. Nem por isso perco o interesse pelo assunto, pelo contrário. Atualmente tenho dois projetos de e-books na praça: A parlenda da Menina Rima e Visitas a Santiago, em parceria com a artista e poetiza Dheyne de Souza. Por enquanto meus e-books estão sendo disponibilizados em pdf, mas já estudo outros formatos.
Recentemente fui convidado pelo pessoal do Pólo Sou de Minas, Uai!, a quem já tenho parceria de longa data, para comentar um pouco sobre minha experiência com esse formato de livro digital tão comentado ultimamente.
Pólo Sou de Minas, Uai! : Quais são as vantagens do e-book, em sua opinião?
Santiago Régis : As principais vantagens são espaço e multimídia. É muito favorável para o leitor, ter uma centena de livros do seu e-reader (leitor de e-book) guardado na bolsa. Convenhamos que por mais prazerosa que seja a leitura, não há coluna que agüente uma centena de livros impressos na bolsa.
Quanto ao assunto multimídia, os efeitos visuais podem ser muito mais eficazes para complementar o texto. Sem contar que além de imagens, outros recursos estão disponíveis. Sendo assim, uma história pode conter texto, imagem, animação, áudio, ilustrações e etc. Claro que isso não significa que seja melhor que o livro impresso, é apenas outra linguagem.
PSMU : Como o ilustrador pode se apropriar dessa nova ferramenta?
SR: Como um novo campo a ser explorado. É uma nova possibilidade de trabalho.
PSMU : Como funcionam as questões ligadas a direitos autorais no uso do e-book?
SR : Bom, não posso responder de forma enfática. Mas imagino que essas questões sejam bem próximas dos livros impressos. Imagino que o autor deva ganhar sua porcentagem nas vendas de acordo com o direito autoral.
PSMU : Como você decidiu trabalhar com essa nova linguagem?
SR : Comecei a trabalhar testando diagramaçõe de alguns projetos pessoais usando o InDesign. Depois de finalizar esses projetos, decidi compartilhar. Entretanto os meus e-books ainda são bastante primários. Até agora estou disponibilizando em formato pdf (e logo logo também em epub). Contudo a linguagem e-book é muito mais ampla, não se restringe a um só formato.
PSMU : Você pretende continuar investindo na criação e divulgação do e-book?
SR: Sim, cada vez mais. Estou muito interessado em estudar como este formato se comportaria na própria internet, não só a disposição de e-reders, experimentando outros formatos. Outro dia, lendo a Revista Emília, vi um artigo apresentando os novos livros no universo do iPads e um em especial chamou minha atenção tanto pela história quanto pelos recursos narrativos: The fantastic flying books of Morris Lessmore, da Moonbot. Gostei bastante do resultado e acredito que o livro digital possa caminhar para alguma coisa deste tipo. Além de tudo deve haver uma preocupação sobre como tratar o livro: se será priorizado sua função de livro, ou de jogo.
Acho que os todos os efeitos de um e-book devem estar a favor da narrativa.
Links:
morrislessmore.com
A Entrevista no blog do Polo Sou de Minas, Uai!, pode ser conferida aqui.
Depende... Depende do desejo temporário. Para mim,
ultimamente, livros tem sido os melhores presentes (mas se você me presentear
com um new beetle, uma viagem a Amsterdã ou um cruzeiro, eu aceito de muito
bom grado). Muitas vezes eu mesmo me encarrego deste luxo. Sempre compro um
livro que é pra ter novidade e inspiração na minha estante. Contudo, melhor que
comprar, é receber.
Hoje minha estante anda cheia, mas há uns dois anos atrás
contavam dois ou três pesos encostados entre caixas. Uma pessoa estava disposta
a aumentar este nível. Cada presente devidamente embalado, um livro.
As fotos abaixo são do meu primeiro livro-presente do moço.
Eram Os últimos lírios no estojo de seda da Marina Colasanti e o começo da
nossa história escrita.
Esta campanha já é uma pouco passada. Encontrei-a em diversos sites e blogs por aí. Mas seu conteúdo é super válido.
Tão direta, dispensa até comentários!
Assista o vídeo e veja como foi bem bolada:
Além deste humilde blog/portfólio, estou participando de outros sites na internet, essa terra sem fronteiras. Espia só:
Marina manda lembranças é um projeto literário, mais necessariamente um fãblog, sobre a vida e obra da multi profissional (se bem que ela é mais conhecida como escritora) Marina Colasanti. Nesta empreitada, participa comigo Rafael Mussolini, pedagogo, mediador de leitura e blogueiro que aparece diversas vezes sob o alter ego de O Pedagogento. Nosso objetivo é fazer um apanhado geral de entrevistas, vídeos, fotos e outros rastros profissionais que Marina deixou e vem deixando rede afora.
Ano passado convidado para ser membro do Coletivo FakeFake. Numa de nossas reuniões foi levantada preocupação de deixar o site do Coletivo sempre atualizado e ter um novo layout. Fiquei encarregado de fazer a cara nova, quando esta etapa foi cumprida iniciamos as postagens regulares: uma postagem por dia, um integrante por dia. Pensando em manter uma unidade nas postagens que eu venha a fazer por lá, decidi afunilar o tema das terças-feiras para livro/literatura/ilustração infantil e juvenil.